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Soledade

A atuação pedagógica inclusiva do professor na Educação Especial

Soledade - 10.01.2019 fotos: Tripop

É notória a necessidade que a sociedade como um todo tem de aprender a conviver com as desigualdades e, na educação infantil, a missão se torna ainda maior, pois ali está o início da formação do caráter de um ser humano e que será determinante para o adulto que irá se tornar. A inclusão de crianças que precisam de educação especial tem aumentado gradativamente, porém nota-se um grande despreparo dos professores capazes de suprir de forma adequada a condução de todo o processo. A falta de qualificação ocasiona muitas vezes um retardo na aprendizagem.

VYGOTSKY (1989, p. 3) trás importante consideração onde “A criança cujo desenvolvimento se há complicado por um defeito, não é simplesmente menos desenvolvido que seus coetâneos normais, é uma criança desenvolvida de uma outra forma”. Dessa forma não considera-se um aluno atrasado ou não em seu nível de escolaridade, e sim, aceita-se a diferença que existe em cada um e se busca de forma profissional através de atividades escolares, trazer o desenvolvimento necessário a cada um.

VYGOTSKY (1989: p. 53) dispõe:

 

Qualquer defeito, seja a cegueira, a surdez, ou a deficiência mental inata… influem, sobretudo, nas relações com as pessoas. Também na família, a criança cega e a surda é, antes de tudo, uma criança peculiar e se lhe oferece um trato exclusivo, inabitual, distinto ao que se lhe dá aos outros, e isto não só ocorre nas famílias nas quais esta criança é considerada uma carga pesada e um castigo como também quando é rodeada de um amor duplicado ou uma atenção superprotetora que a separa dos demais. Isto evidencia, diz, tanto as confissões reflexivas dos próprios cegos e surdos, como a observação cotidiana, muito simples, da vida das crianças com defeito e os dados de análise científica e psicológica.

 

A constante busca pelo aperfeiçoamento da educação especial tem importante desafio de abranger além do ambiente escolar, também a familiar, assim como colocou VYGOTSKY, que enfatiza o tratamento exclusivo dado as crianças portadoras de deficiência, o que acaba prejudicando a inclusão com a sociedade a qual está inserida. A interação entre os ambientes é de grande valia para que se possa atingir o nível de crescimento esperado.

VYGOTSKY (1989, p. 42) critica “sistema fechado de educação das crianças cegas, surdas-mudas e retardados mentais” que enclausura o educando como em uma fortaleza, acentua seu isolamento e intensifica a. “psicologia do separatismo” (p. 63). Desse modo entende-se que a inclusão dos desiguais, tornamos uma sociedade mais justa e com maior igualdade entre seus indivíduos.

 

 

Considerações Finais

 

O movimento de inclusão escolar de crianças portadoras de necessidades especiais vem crescendo a cada ano, com o aumento de matrículas de Educação Especial nas escolas comuns, criando uma grande demanda de ampliação de profissionais capacitados a dar apoio e suportes diferenciados.

 

Dilvana Prates Possamai

 

Referencias

 

SHUARE, M. La psicologia soviética tal como yo Ia veo. Moscú: Editorial Progreso, 1990. VYGOTSKY, L. S. Fundamentos de defectologia. La Habana: Pueblo y Educación, 1989. (Obras escogidas, tomo 5).

 

 


Fonte: Dilvana Prates Possamai


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