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História em Foco

Soledade - 09.01.2019 fotos: Divulgação

As discussões acerca do decorrente trabalho foram baseadas uma pesquisa bibliográfica, ressaltando a visão do professor de História como um problematizador de seus ensinos, ou seja, estingando seus alunos a buscarem o verdadeiro sentido de se aprender história, dessa maneira, relacionando as metodologias de ensino e qual a melhor tática para que esse envolver persuasivo reflita verdadeiramente no ensino do aluno de História.
Atribuindo valores em destaque, com o uso de tecnologias que viabilizem essas teorias do ensinar-aprender, transformando-se assim em uma dinâmica participativa e fixa. O uso dessas metodologias refletem um lado participativo e simbólico por parte dos educandos, visto que, dessa maneira enquadrem-se no mundo particular das inovações, mundo esse que possibilita variadas formas de estudo.

Com base nesses questionamentos o trabalho visa elencar as principais técnicas metodológicas em torno do contexto sobre tecnologias de ensino, tendo como objetivos articular e potencializar a interação entre professor de História e seu aluno, percebendo, nesse sentido, as mudanças oferecidas pelas aplicações corretas do ensino da História, buscando, portanto, a diferenciação no ato de transmitir e agrupar esses requisitos de forma diversificada e intensificando parâmetros com a história ensinada dos anos 80 no Brasil e suas mudanças na atualidade.

Diante da expansão nos estudos da História atual e seus obstáculos, norteamos a saber real e cognitivo dos alunos do passar das aulas de História, a percepção sobre tal tema requer persistência e dedicação do profissional envolvido. As pesquisas foram baseadas em bibliografias, na qual revelaram, com, reflexão e interpretação das ferramentas essenciais para que as metodologias realmente tornem-se eficazes no contexto escolar.

 

METODOLOGIAS

 

A realidade de um interesse expressivo do aluno em função dos mais variados temas abordado em sala de aula decaem a cada tempo, visto que, a rotina dos estudantes os leva a um roteiro significativo de tecnologias que refletem no pensar e no agir desses alunos. Nesse contexto visualizamos as problemáticas que envolvem sistema de ensino no Brasil, suas regras e leis que regem seus conceitos.

Partindo de um pressuposto comum na linha da disciplina de História, por exemplo, a relação entre os conteúdos abordados, seus períodos, seu contexto histórico dentro da roda da sociedade são questões interligadas, por exemplo compreender que o ensino da História requer uma sequência de linha histórica e torna-se referência para o aprendizado e compreensão dessa sequência. Tendo uma base reafirmadora de conceitos, a educação atualmente reflete-se em um episódio excêntrico e corriqueiro, vejamos, dessa forma, o ensino da disciplina de História no nível de ensino fundamental.

Conforme interpretamos, os educandos passam por um estreito processo de leitura e interpretação dos mais variados assuntos descrevendo os períodos que compõem a Pré-História e a Idade Antiga, no caso de alunos do 6º ano do ensino fundamental, nesse sentido, o trabalho realizado pelos professores visa levar aos educandos a compreensão sobre as primeiras formações do homem em sociedade, as civilizações antigas e suas contribuições históricas na linha de evolução humana.

Dessa maneira, percebemos a importância da interpretação cognitiva na vida dos educandos pois quando esses alunos de 6º ano que presenciam uma nova realidade de fatos que envolvem a História precisam estar preparados para quando se confrontarem com o 9º ano, por exemplo, sua capacidade de persuasão prepondera cada vez mais em uma conjuntura onde a complexidade dos fatos que trabalharão exigirá maiores interpretações, relacionando os mais diversos acontecimentos com a atualidade na qual estarão inseridos.

Nesse contexto os confrontos para que ocorra a real aprendizagem serão desafiadores e constantes. O processo educativo é algo lento, que exige coerência, maturidade e persistência de ambas as partes envolvidas nesse processo, professor e aluno, cada um desempenha fundamental papel na formação do intelecto, acreditando que a melhor maneira de obter resultados positivos está relacionado com o envolvimento de todas as partes que preenchem o sistema educacional. A partir desses argumentos relacionando-os com o ensino da História seguimos uma visão metodológica, salientando os questionamentos de quais seriam os métodos mais eficazes de ensino dentro do contexto que envolve a disciplina de História? E qual o comportamento adequado de um professor problematizador dentro da sociedade atual?

Muitos são os enfoques que ressalvam tais questionamentos, por exemplo, em meio as turbulências rotineiras do século XXI, torna-se quase impossível um professor não trazer para dentro de sua sala de aula a problemática dos conteúdos que trabalha, e se falando em professor de História, essa questão ganha peso ainda maior. Desse modo, entendamos o seguinte, como explicar para o aluno A Grande Crise de 1929 sem compararmos com os acontecimentos, por exemplo, que envolvem as diversas crises econômicas mundiais atualmente, ou, salientar os episódios da Era Vargas e toda sua contribuição para o sistema trabalhista brasileiro sem perceber e problematizar as circunstâncias que atrelam a economia e o desemprego no Brasil.

As mudanças que o hoje o professor de História, e, na verdade, de qualquer outra área do conhecimento precisa realizar são constantes e severas. Escolher uma metodologia eficiente torna-se um trabalho minucioso, o uso de ferramentas metodológicas tecnológicas, atualmente contribuem significativamente para um aprendizado menos pesado e mais interessante para o aluno, pois o envolvimento em um mundo o qual, chamem sua atenção e tudo que qualquer professor almeja alcançar e podemos nos restringir em apenas uma maneira de interagir com as tecnologias pois as possibilidades são muitas.

Segundo Souza (2017.P.100):

 

Temos certeza que discutir este tema não é um caminho fácil, entretanto, tais fundamentos são necessários para a formação e prática profissional do professor de história. Os recursos disponíveis que intercalam produção do conhecimento, aprendizado e tecnologias da comunicação, dificilmente caberão em qualquer lista que possamos escrever. Citamos: audioconferência, chat, teleconferência, videoconferência, listas de discussão, fóruns, blogs, fotoblogs, videologs, museus físicos e virtuais, sites, vídeos (produção, reprodução, edição, visualização), cartazes, músicas e tantos outros diversos recursos que a imaginação possa transcorrer.

 

 

Buscando relacionar as mais variadas técnicas para que se chegue a um resultado satisfatório estará sempre presente na vida docente de qualquer professor, visto que, as articulações para o aprendizado dependem tanto do querer desse professor, enfim, quando das táticas utilizadas para que se obtenha esse resultado.

 

ENSINO-APRENDIZAGEM

A verdade na História é um confronto entre as ideais e os fatos, pois em um diálogo podemos nos referir a pensamentos passados, histórias passadas e contadas de maneira que aceitamos, mesmo que, erroneamente sua verdadeira, eis o papel do historiador e obviamente do professor. Transmitir o fato histórico é algo novo, visto na sequência de ensino da História, a importância em estudar História deu-se a partir dos anos 80 no Brasil.

Conforme Horn (2010.P.29):

 

Com o processo de abertura política ao longo dos anos 80, o ensino de História, ainda que integrado ao conteúdo de Estudos Sociais, passa a resgatar sua autonomia nos planos curriculares. Na maioria dos Estados, entre eles o Paraná, a partir de meados da década de 1980, História e Geografia passam a ser ministradas como disciplina autônomas.

Resumidamente podemos afirmar que, a partir dos anos 80, passou-se a rediscutir o objeto da História, uma vez que a perspectiva presente nos currículos estava ainda fortemente influenciada pela temática do viés positivista do século XIX: da história-nação, história-civilização. Nesse sentido, passou a acontecer um grande debate nacional em torno da educação escolar no geral, e, e específico, do ensino de História. Escolas, Secretarias Estaduais e Municipais e, principalmente, universidades de todo país envolveram-se promovendo seminários, encontros, publicações periódicas como Associação Nacional dos Professores Universitários de História (Anpuh) e outros.

 

 

A partir dessa visão percebemos a troca sobre a perspectiva do ensino da História, enfatizando seus métodos, nesse sentido, chegamos a um pressuposto, qual a melhor maneira de ensinar História no viés as escola? Muito se discute quando nos deparamos com essa problemática partindo de um conceito simples da vivência histórica e seu remanejamento em um cenário caótico que encontra-se a educação no Brasil, principalmente na rede pública.

O relacionar a História, antes dos anos 80 no Brasil e atualmente, observamos uma melhoria significativa em seu contexto, porém, o envolvimento do aluno que um professor tanto almeja de seus alunos é algo perturbador. Toda via, observa-se mais uma vez a preocupação, em uma minoria dos docentes de História, sobre uma atualização nas metodologias aplicadas em sala de aula, dessa maneira, entendamos que, o professor e o articulador do conhecimento e o mesmo necessita profundamente absorver o método que melhor a define.

Segundo Horn (2010. P.67):

 

Pensar na estruturação de uma proposta curricular significa pensar na existência de um saber escolar, um conhecimento que possui uma certa organização de cunho pedagógico, e a forma como os professores o entendem. Porque, por exemplo, a simples diferença entre método estratégias tem sido para os professores motivo de grande confusão. A questão central a ser analisada aqui é: como pensar um currículo que tome como referência o método do materialismo histórico renovado?

 

 

Uma estratégia de aula nem sempre é algo de se jogar fora, porém, entendamos, que, fazer um determinado planejamento para uma aula por exemplo, na área verde da escola, em uma terça-feira no segundo período da manhã, no qual os alunos observariam e responderiam a relação entre a liberdade, dentro por exemplo, do conteúdo sobre a escravidão no Brasil, porém nesse dia, somos surpreendidos por uma chuva repentina e incessante, e lá se vai o planejamento por água abaixo.

Analisamos, nesse caso, o desenvolver para uma boa estratégia para que o objetivo dessa aula diferenciada não se perca nos obstáculos do momento e a chuva desse dia em questão não inunde negativamente a vontade dos alunos em participar. Nesse sentido, observamos o planejamento de uma aula envolvida na metodologia diversificada onde ativa-se a participação  concreta do aluno em meio a um conteúdo complexo e polêmico, o sentido da liberdade pode ser referido, a aula dentro da sala, visto que, todos esperavam pela liberdade de praticar uma aula diferente no pátio da escola, podendo dessa forma o professor mediador dar ênfase e essa vivência real dos alunos.

Portanto trata-se de saber articular o saber escolar, o ensino de História e o currículo (HORN.2010.P. 68). Desse modo observa-se a credibilidade e também a mobilidade de um professor em meio as diversidades ditas, como rotina escolar.

 

O PROFESSOR PROBLEMATIZADOR E TECNOLÓGICO

O questionar sobre o uso das mais variadas tecnologias em sala de aula é algo, ainda, novo na rotina de muitos professores da área de História. A presença do digital é um exemplo de que é essencial o professor interativo ser dominante do que é a tecnologia e quais as diversificações disponíveis em âmbito escolar. Quando acontece conexões entre o domínio da tecnologia e o professor compreendemos uma evolução na forma de ativar o estudo, tendo como base questões norteadoras e aplicadas em virtude da rotina pesada de desafios e caminhos diferentes que assolam o professor.

Desta forma, o conhecimento em manusear, por exemplo, um data-show em sala de aula, atualmente, é algo vital para o desenrolar do ensino. Quando utilizamos as mais variadas tecnologias à favor do professor e de seu ensino, salientamos o comprometimento evidente da maioria dos alunos em aula, claramente, torna-se preferível uma aula dinâmica e envolvente de História na visualização de slides explicativos com a prática posterior da construção de uma maquete, do que, dois períodos intermináveis copiando do quadro.

Quando enfatizamos o uso e compreensão das tecnologias analisamos também a forma como essas tecnologias são realmente utilizadas nas aulas de História. Conforme Souza( 2017. P.101):

 

O universo das ferramentas de aprendizado cada vez mais está disponível ao processo criativo, mas também à superação dos paradigmas do aprendizado. E será difícil saber o quanto tal condição é construtiva ou destrutiva. Enfim, haverá menos espaço para posturas profissionais pouco dinâmicas ou estacionadas em modelos inflexíveis de atuação.

Cruzando a discussão, mais propriamente da historiografia, sobre fontes históricas primárias e secundárias com a multiplicidade proporcionada pelos meios digitais, temos certa impossibilidade teórica de quantificar ou tecer distinções lógicas sobre tais recursos. Desta maneira, você não estará aprisionado em fórmulas prontas, mas capaz de construir caminhos ainda não planejados.

 

 

Outro quesito, e talvez, o mais considerável, é a criatividade, a ferramenta norteadora das divisões entre o refletir e o agir. A ação estará fundamentada em reações advindas dos alunos, ou seja, a intencionalidade preserva a ação dentro da visão geral acima de qualquer tema. Toda via, verificamos que, em um território com constantes mudanças, não existirá espaço para professores retrógrados e fixos em transmitir os fatos da História em uma linha “antiga” e antiquadra às atualizações.

Quando utilizamos de uma saída pedagógica, por exemplo, cativamos o aluno a sair do mundo um tanto restrito da sala de aula, criamos uma percepção ampla do destino o qual vamos estudar. A visualização de artefatos de museus, monumentos históricos, enfim, aprofunda a atenção do aluno em realmente sintetizar as explicações realizadas em sala de aula. Segundo Bittencourt (2011.P.353):

Objetos de museus que compõem a cultura material são portadores de informações sobre costumes, técnicas, condições econômicas, ritos e crenças de nossos antepassados. Essas informações ou mensagens são obtidas mediante uma “leitura” dos objetos, transformando-os em “documentos”.

Imagens diversas produzidas pela capacidade artística humana também nos informam sobre o passado da sociedades, sobre suas sensações, seu trabalho, suas paisagens, caminhos, cidades, guerra. Qualquer imagem é importante, e não apenas aquelas produzidas por artistas. Fotografias ou quadros registram as pessoas, seus rostos e vestuários e são marcas de uma história. Produções modernas, como os filmes, registram a vida contemporânea e reconstroem o passado, revivendo guerras, batalhas e amores de outrora, ou ainda imaginam o tempo futuro. Trata-se de imagens em movimento e com som. O filmes não são registros de uma história tal qual aconteceu ou vai acontecer, mas representações que merecem ser entendidas e percebidas não como diversão apenas, mas como um produto cultural capaz de comunicar emoções e sentimentos e transmitir informações.

 

Em uma proposta diferenciada percebemos as diversas perspectivas de entender o processo de ensino-aprendizagem em coerência com instintos passivos da comunicação diferenciada. Visto dessa forma, a análise baseia-se na utilização de itens como filmes, música, imagens, dentro da proposta pedagógica do professor de História intensificando o conhecer do conteúdo por parte dos alunos e sua participação natural e expressiva nesse contexto.

CONCLUSÃO

O estudo teve por base identificar os variados pressupostos sobre as metodologias dentro das aulas de História e suas relações em obter o resultado mais eficaz no que diz respeito ás táticas de seu ensino. A partir de referências bibliográficas e reflexões concluiu-se que a melhor metodologia é aquela que envolve a realidade em que o aluno está inserido com a ligação de conteúdo apresentados pelo professor na disciplina de História.

Percebe-se que o uso direcionado e intenso das tecnologias em sala de aula embasam a aprendizagem significativa, pois chamam a atenção do educando, sendo relacionado as vivências dos mesmos com a interação na disciplina de História. Por outro lado, percebe-se também, que, muitos profissionais docentes de História não buscam essas  ferramentas diferenciadas de ensino, restringindo-se à metodologias tradicionais, ocasionando, na maioria dos casos, o desinteresse do aluno pela disciplina, dessa forma, enfatiza-se a fundamentação do uso coerente de métodos inovadores que subsidiem a aprendizagem desse aluno, de maneira que, a transposição de conhecimento seja maior, onde se construa simbologias e entendimentos reais criando possibilidades de compreensão.

O trabalho apresentou a reflexão sobre os pontos de uso das técnicas metodológicas relacionando esse uso com tecnologias de ensino. Na atualidade compreende-se que o papel do professor é ser mediador dos conhecimentos específicos de sua área, trazendo-o para uma atualização e compreendendo as novas metodologias que circundam o exercício de ensinar, portanto, sugere-se a novas práticas sejam realizadas em sala de aula contemplando a disciplina de História, dessa forma, instigando a participação verdadeira e prazerosa do educando.

 

Karine dos Santos das Almas

 

REFERÊNCIAS

SOUZA, Evandro André de. História em foco/Paulo César dos Santos; Thiago Rodrigo da Silva; Jean Carlos Morell: UNIASSELVI, 2017.

 

HORN, Geraldo Balduíno. O ensino de história e seu currículo: teoria e método. Geyso Dongley Germinari. – 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

 

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. – 4. Ed. São Paulo: Cortez, 2011.

 

 

 

 


Fonte: Karine dos Santos das Almas


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